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Review ao Belt CP V2 Parte II

Terça-feira, 27 de Outubro, 2009

Pelos vistos, sempre vai haver uma parte II da review do Belt CP V2, é que tenho outro cá em casa…

E não sei como é que não me lembrei de tirar umas pics ao outro que cá tive.. portanto este post vai levar as pics que eu deveria ter tirado..

Trouxe-o da Brinkedos para o “trimmar”, ou seja pô-lo a trabalhar bem mecanicamente, para quem percebe alguma coisa disto, sabe que o mais importante num heli é o setup mecânico estar correcto, e mesmo assim às vezes as coisas correm mal.

Bem deixando a conversa de lado, vamos mas é ás pics:

Vista geral

Vista geral – prefiro bem mais esta cor, o outro que cá tive em casa era o verde e azul.

Vista geral 2

HH Gyro

O gyro HH da Esky

Servo do rudder

O mecanismo onde está montado o servo da cauda, não é muito diferente, mas que ajuda bastante a acertar a cauda lá isso ajuda.

Mecanismo da Cauda

A mecânica de funcionamento dos rotores traseiros, completamente diferente do Belt CP V1, e que diferença que faz.

Montagem da canopy

Pormenor da montagem da canopy.

Detalhe da montagem da canopy

Os tais suportes ( em pormenor ) que são extremamente frágeis.

Cabeça do heli

Detalhe da cabeça ( sim trás de série a “swashplate” de metal )

Detalhe cabeça do heli

Parte de cima da cabeça também em pormenor

Já o testei todo cá em casa, e infelizmente o servo da frente ( o do “elevator” ) estava estragado, só quando mexíamos o “cyclic” para a frente é que o gajo funcionava, quando puxávamos o “cyclic” para trás, ele recusava-se a mexer.

Tirando este pequeno pormenor o rapaz está plena forma, nem o levei à “lazy susan“, passei-o logo directo para o “hover” de teste na minha sala minúscula, a cauda está certinha como tudo, não mexe nem em “HH mode“, nem em “rate mode“, está impecável.

Amanhã se poder, vou fazer um pequeno voo de teste com ele à hora de almoço, para o ir devolver na 5º feira. Coisa muito simples, só um pequeno “hover” para ter a certeza que está tudo a bater certo. Nada de grandes aventuras que é para não o partir, e mesmo assim há um risco elevado em só fazer o “hover“.

Um bem haja a todos e bons voos…

Review ao Belt CP V2 Parte I

Terça-feira, 29 de Setembro, 2009

Tive a sorte, ou oportunidade como lhe quiserem chamar de fazer o setup mecânico ao Belt CP V2, e também de fazer um pequeno voo cá em casa para ver se estava tudo nos conformes:

Belt CP V2

Para quem conhece o Belt CP V1, como eu, sabe que as falhas são algumas:

  • O “ESC” de série, aquece demasiado.
  • O mecanismo de controlo da cauda faz “binding“, quando se aplica “full rudder” para a direita.
  • Por as pás principais com o “tracking” correcto é difícil, devido ao desenho da cabeça e a folga entre os vários “links“.
  • O mecanismo de montagem da “canopy” não é o ideal.
  • A posição da bateria não é o ideal e trás problemas de “cog” ( centro de gravidade )

Alguns pormenores foram resolvidos nesta 2º versão:

  • Já não existe o problema de “binding” na cauda, alteraram radicalmente o mecanismo. ( E ainda bem, porque andar a limar aquilo não é grande solução ).
  • O mecanismo de montagem da “canopy” é melhor, só que muito frágil.
  • O “tracking” das pás principais está mais fácil de obter.

Agora as diferenças entre uma versão e a outra, o Belt CP V2 trás 2 coisas que são bem melhores:

  • O rádio já é 2.4Ghz.
  • Trás um Gyro HH ( “headlock” ).

Começando com a review propriamente dita, trouxe-o para casa à cerca de duas semanas atrás. A primeira coisa que fiz, foi tirá-lo da caixa, e tentar um pequeno “hover” com ele, disseram-me que ele não estava grande coisa e que era preciso substituir algumas peças e “trimmar” o heli.

Pus uma das minhas baterias, verifiquei se o comando tinha todos os “trimms” centrados e se o “Idle Up“, estava desligado e toca de ligar tudo.

Começo a mexer o colectivo, e o motor nada de arrancar, só arrancou aos 50% ( estranhei logo ), no entanto tinha lido há pouco tempo que em alguns comandos da Esky, não têm o “trimm” do colectivo centrado, e que por causa disso o colectivo só começa a responder aos 50%, então lá movi o “trimm” do colectivo para os 50%, e perfeito..

Atenção, neste rádio o “trimm“, não estava bem centrado, o que não quer dizer que nos vossos não esteja… ou seja a maneira correcta de ligar o heli, é sempre com o “trimm” do colectivo no mínimo, para evitar supresas, e também com o “Idle Up” desligado…

Depois de resolvido este problema, lá comecei por fazer um pequeno “hover” na sala… estava praticamente tudo bem, para além de uma vibração na cabeça, e a cauda estar completamente perdida, de qualquer das maneiras que tivesse o gyro ( “rate mode” ou em “headlock mode” )..

Depois do hover, pego nele e pronto, mal toquei no “ESC“, lá estava ele a queimar os dedos tal e qual como o meu original.. maus velhos tempos pensei logo eu…

Toca então de desmontar a cabeça e ver se está tudo no sítio… retirei o “feathering shaft“, e estava ligeiramente torto, o eixo principal estava bom..

Toca de montar tudo e ver se punha o “tracking” no sítio… nada mais fácil… ( mesmo sem os “Xtreme Turnbuckles” ) bastaram 2 ou 3 volta e o “tracking“, ficou logo no sítio… esta cabeça do V2 tem mais uns “washers” lá no meio… portanto de certeza que ajudam…

De seguida fui tentar, acertar o gyro na cauda, o que estranhei foi a facilidade com que o acertei, o mecanismo de prender o servo traseiro ao cauda é diferente, e deixem que vos diga, bastante melhor e permite ajustes muito mais pequenos que o do meu…

O setup deste gyro, não é trivial, é preciso saber umas quantas manhas para fazer o setup correctamente, nada melhor do que seguir um guia por alguém que já têm experiência nestas coisas…

Depois de estar a cauda acertada, foi só fazer outro teste para ver se estava tudo bem, e se o setup estava correcto.. a cauda ficou impecável.. nem se mexe… raramente consigo fazer isto no meu, e foi tudo devido ao mecanismo que segura o servo, e também o gyro que é ligeiramente melhor que o meu..

Claro que ao montar a “canopy“, um dos apoios partiu-se logo… é um dos defeitos que lhe aponto, tirando isso só mesmo o “ESC“…

Outra coisa que notei, é que o problema de “cog“, se existe, não é tanto nesta versão… mas também não fiz um grande voo com ele..

Recomendo vivamente a compra deste modelo, em vez do V1, e maior parte das peças do V1 dão para este, mal me acabem as peças suplentes para o modelo V1, vou fazer a migração para o V2… que ninguém se engane e pense que isto é um “T-rex” ou um “CopterX“, longe disso… a qualidade e as montagens das várias peças não tem nada a ver, mas que este compensa em relação ao V1, lá isso compensa..

Um bem haja a todos e bons voos…