36º e 37º Voo

8 de Março, 2010

Boas a todos…

Bem o fim de semana passado, e este fui voar para o Cacém outra vez…por isso é que é o 36º e 37º voo..

Em relação aos stresses que aconteceram da última vez, as coisas estão finalmente a correr bem… alguns solavancos pelo caminho, mas isso já era de esperar… mas de resto 5 estrelas… é preciso é conhecer a malta..

Não há vídeos, por enquanto… mas a ver se no próximo fim de semana levo a máquina e depois peço a alguém para gravar e tirar umas pics…também para vocês verem o espaço e a carrada de gente que anda para lá a brincar com os aviões ( somos poucos a malta dos helis )…

Os voos têm corrido excelentemente bem… tenho treinado os circuitos ou figuras 8, mas com muita gente a ver o nervosismo ataca um bocado..portanto é complicado.. mas tirando isso tenho conseguido fazer bem fazer a transição de voo da direita para a esquerda, ou seja desloco o heli para a direita e basta aplicar “rudder” e um pouco de cíclico para a esquerda que ele dá a volta sem problemas… da esquerda para a direita é que é mais complicado… mas acho que tem a ver com a cauda.. ( já explico isto lá para baixo )..

Entretanto uma das minhas baterias deu o berro, foi uma das primeiras que comprei, hoje de manhã estive a carregá-las e notei que uma delas está a demorar muito tempo a ser carregada…fui ver a voltagem das células no carregador, e uma delas estava a oscilar rapidamente entre os 3,97V e os 4,30V ( para os que não sabem as lipos por célula têm um máximo de 4,20V )…descarreguei a bateria num instante com o carregado e voltei a carregá-la só que desta vez carregou bem…

No entanto quando fui voar com essa bateria o avisador de baterias deu logo sinal que estava no fim.. ainda não fui verificar a bateria, mas cheira-me que aquela célula morreu de vez… lá vão praticamente 50€ para o galheiro.. infelizmente…

E algumas a seguir ao voo estão a inchar ligeiramente, estive a ver há bocado e voltaram ao sítio, penso que se calhar estou a puxar muito por elas… são baterias de 20C e 25C de pico… tenho andado sempre em Idle Up, o que dá cerca de 8 minutos e meio de voo sem grandes aventuras.. a da Esky ( vinha de origem ), também é de 20C e 25C de pico, e não tem inchado… elas ficam quentinhas mas nada de especial…

Falando do voo de hoje, hoje como era o primeiro domingo do mês, fui para lá das 2 às 6 da tarde, acabei por gastar todas as baterias, à excepção da que morreu… já no fim de semana passado tinha notado que a cauda não se estava a comportar como devia..estava a fugir ligeiramente para a direita.. então hoje decidi resolver o problema de vez..foi só chegar o servo traseiro um bocado para dentro, e problema resolvido estável como deveria ser… os voos correram todos excelentemente bem e até treinei piruetas para a direita, para a esquerda não sei porquê não me estavam a correr nada bem, quer dizer até sei porque é que é.. é que eu voo com os polegares, logo quando aplico “rudder” ao máximo, o colectivo acaba por mexer também, o que fazia o heli subir, e que me assustava logo… isto de ter o heli de frente para a gente não é nada giro.. já tentei voar com o indicador e polegar só que não consigo agarrar bem no comando..e como o comando não se aguenta parado na minha barriga.. é para esquecer..tenho de me contentar com o controlo por polegar.. ou então ver se arranjo maneira de conseguir agarrar o comando usando apenas o indicador e polegar para o controlar…

Entretanto acho que descobri uma limitação minha… medo do “Idle Up“..acho que me estou a retrair por causa do medo de fazer bodega com ele e não poder simplesmente cortar o colectivo quando algo corre mal..o que se calhar me está a impedir de avançar mais e mais depressa.. e penso que isto aconteceu depois daquela espeta valente que dei com ele no 33º Voo… não me tenho esticado muito quando vou voar com ele, o máximo que fiz desde esse dia, foi tentar voltar a fazer 360º, e foi em “normal mode“, nada de “Idle Up“, porque estava mesmo a ver que aí é que ia correr mal..

Mas descobri que já consigo levantar o heli completamente em “side in” ( pelo menos com o nariz voltado para a direita ), sem problemas absolutamente nenhuns…foi só dar-lhe gás e pronto lá está ele no ar..

Acho que o próximo voo, vou fazê-lo apenas em “normal mode“, só para ver como é que ele se vai portar…

Hoje estive a ver um HK 450 a voar lá, e que espectáculo, super estável.. muito bom sem dúvida nenhuma…ele tirava os dedos do comando e o heli praticamente não se mexia.. se o meu Belt estivesse assim estava eu bem… aqui é que se notam as diferenças entre um e outro..

Chega de falar de helis ( sim leram bem.. )..

Fim de semana passado, experimentei um avião.. experimentei um “Kyosho Minium Cessna 210“, e só vos digo que coisa tão fácil de controlar.. é só dar potência ao motor aplicar um pouco de leme e elevador, e está feito.. fiz logo um circuito sem dificuldade absolutamente nenhuma… espectáculo mesmo… e também são giros.. mas é tão fácil que não dá pica, eu que nunca tinha voado um avião, e fiz logo um circuito…ok a aterragem não foi a mais perfeita de todos..mas não tive grandes problemas..

Voltando à cauda.. acho que o gyro e o servo estão a dar-me cabo da cabeça… embora esteja super estável em voo, acho que me está a faltar velocidade na cauda.. principalmente para quando a cauda vira para a direita… explicando um pouco isto.. nos helis a cauda vira sempre com mais facilidade para um lado do que para o outro.. neste heli a cauda vira mais facilmente para esquerda ( nariz para a direita ) do que para a direita ( nariz para a esquerda ), e isto por causa do sentido de rotação do rotor principal, como este gira no sentido do ponteiro dos relógios, a tendência da cauda é girar para a esquerda ( para acompanhar o movimento da cabeça do heli )… mas acho que a cauda está a rodar muito devagar para a direita, ou seja tenho de aplicar muito rudder, para ela se virar realmente.. e até já apanhei alguns sustos com isto.. não sei se é falta de jeito, erro no setup ( que duvido ), ou outra coisa qualquer… parece-me que há qualquer coisa que não bate bem… tenho que ver se quando comprar o rádio novo, compro logo também um “gyro” e um servo para a cauda de jeito.. lá se vão mais uns 100€ só nesta brincadeira..

Decidi também tornar-me sócio de um clube de Aeromodelismo, vou ter direito a seguro, cartão e essas coisas todas… é talvez a minha maneira de oficializar a minha dedicação ao Aeromodelismo… escolhi o Aeromania, porque por enquanto é o único que conheço, embora saiba que existem uma carrada deles espalhados pelo país…mas como também tenho usufruído do espaço deles penso que é uma boa aposta, estou à espera que me dêem detalhes sobre a inscrição, para poder pagar as quotas…

Um bem haja a todos e bons voos…

35º Voo

21 de Fevereiro, 2010

Hoje fui outra vez voar…

Calma, não fui para a rua, hoje seria impossível voar na rua, fui fazer voo indoor ( belo nome não acham? ).

Há já uns tempos atrás, tinha ouvido falar numa escola ali no Cacém, que abria as portas ao domingo para a malta do aero-modelismo. Só que ainda não tinha tido pachorra e tempo para ir lá..

Esta oportunidade é proporcionada pela Aeromaina, e boa oportunidade mesmo..

Então este fim de semana o dono da brinkedos.com lá me convenceu e lá fui eu com ele voar com o heli..

Correu tudo fino, cheguei com o heli inteiro que é o que interessa… fiz apenas 2 baterias… em duas horas…tive lá de volta doutro heli durante um bom bocado..

Poderia ter corrido melhor em relação a algumas coisas, mas não vou falar nisso por enquanto…ver se no próximo domingo posso ir lá outra vez…e pode ser que mude de ideias..

Entretanto estive a mudar o comando de um Belt CP V2 de modo 1 para modo 2, não é assim tão difícil como isso, é preciso é saber primeiro o que é preciso andar a trocar dentro do comando..

Depois de trocado os modos do comando, fiz um pequeno “spool up” para ver como é que o heli estava.. resultado..o gajo chocalha por tudo o que é sítio…a cabeça estava toda torta, “main shaft, feathering shaft e a flybar“.. e os “o-rings” estão num estado lastimável..

Um bem haja a todos e bons voos..

34º Voo…

30 de Janeiro, 2010

Como disse no post anterior… há 4 meses que não voava.. mais precisamente desde de dia 28 de Setembro..

O fim de semana passado, vi que estava bom tempo no sábado, então decidi que estava na altura de por o heli a voar..

Passei sábado inteiro de volta dele para ver se o tinha pronto para voar no domingo, chegou domingo, e estava pronto a voar..faltava verificar umas coisas.. mas já voava sem problemas..

Domingo afinal o tempo já estava mau… imenso vento..e estava a ameaçar chuva.. finalizei as verificações e ficou na estante à espera de melhor tempo..

Hoje acordei ( às 3 da tarde, boa hora diga-se de passagem.. )… e vi que o tempo estava mais ou menos jeitoso.. nem foi tarde nem cedo…foi despachar para ir voar.. eram para aí umas 16:30 e devia estar a sair de casa…

Fui para o spot do costume ( ao pé do trabalho em Algés ) e toca de andar com o bicho pelo ar..

Ficam aqui com um vídeo da 4º bateria que fiz com ele ( é o tempo total que a bateria aguentou desde que o tirei do chão até o pousar ) dá cerca de 8 minutos e 30 segundos.. o que não está nada mau..

Umas pic dele em pleno voo numa das baterias:

E aquele sinal de passadeira, é o famoso sinal assassino de helis..

Podem ver que fui com calma…isto porque passado 4 meses, os reflexos já não são bem os mesmos, portanto é preciso é ir com calma.. e foram 8 minutos e 30 sempre no ar.. sem tocar no chão…

A única coisa que falta fazer, é alinhar a cauda, que está a fugir para a esquerda ( nariz para a direita ), pelos vistos o setup que fiz na “lazy susan” não foi o suficiente, e também falta dar um toque no “tracking” das pás do rotor principal.. de resto está tudo espectacular… e notei que ficou mais estável com RDTS Mod..

Claro que o problema do centro de gravidade do heli estar mais na cauda, ficou resolvido com a nova canopy do T-Rex..dá para por a bateria mais para a frente..

Tive sorte com os 8 minutos e meio de voo , isto porque quando fiz o RDTS mod, tive que desmontar o heli quase todo, incluíndo tirar o motor,  e quando montei tudo o fim de semana passado, não me lembrei de verificar o pinhão do motor e a distância deste à “main gear“, mas aparentemente está bom, como indica o tempo de voo..

Explicar o porquê de a distância entre o pinhão do motor e a “main gear“, ser importante…

Se o pinhão estiver longe da “main gear“, o mais comum é a “main gear” ficar desfeita com se mexe no “collective“, isto porque as rodas dentadas não estão em contacto absoluto..

Se pelo contrário o pinhão estiver perto da “main gear“, o que acontece é que fazem muita força um contra o outro, o que faz com que seja preciso que o motor faça mais esforço para rodar as pás, e claro faz com que consuma mais bateria..

Neste caso tenho 8 minutos e meio até o “Xtreme Battery Alarm” comece a dar sinal que a bateria está a ir à vida.. portanto está óptimo, 8 minutos e meio de voo apenas em hover é excelente..

Uma das vantagens de ter comprado aquele carregador caríssimo, é que das 5 baterias que fiz ( tenho 7, mas já estava a ficar escuro ), é que estão duas a acabar de carregar agora.. amanhã se estiver bom tempo, já posso ir voar outra vez..a ver é se acordo mais cedo…

Um bem haja a todos e bons voos..

PS: Saí de Algés eram umas 18:30..e não imaginam o bem que fica aquelas luzes todas no Belt CP quando é praticamente de noite, quando o sol lhe bate, não se consegue perceber se estão acesas ou não.. mas ao anoitecer…espectacular…

RDTS Mod…

30 de Janeiro, 2010

Depois de estar afastado do meu hobby favorito durante uns bons meses… por várias razões…mau tempo, falta de tempo e falta de €…

Aqui estou eu de volta com as últimas novidades do meu Belt CP..

A última modificação que fiz foi fazer o RDTS mod, instalar uma canopy do T-Rex 450 e instalar o “Xtreme Navigation & Battery Alarm“..

E o que é o RDTS Mod, perguntam vocês..

O RDTS mod ( Reverse Direct To Swash ), consiste em ligar directamente os 3 servos que controlam a “swashplate“, em vez de passarem por todas aquelas ligações que o Belt CP tem de origem..

Vantagens tem bastantes, controlo mais preciso, porque existe menos folga entre as várias ligações ( com o RDTS só existe uma ligação ), e menos “drift” no heli à conta do movimento entre os servos e a “swashplate” ter menos folga…

Desvantagens tem algumas, a principal é um gajo ter de andar a furar a “frame” do heli para instalar as peças necessárias para este mod.. já não me lembro se a canopy de origem funciona com o RDTS mod ou não, mas penso que não porque com o RDTS mod, os servos ficam um bom bocado de fora… além disso a canopy do T-Rex é bem mais resistente que a do Belt CP..

Ficam aqui com umas imagens, do estado final do heli já com o “Xtreme Navigation & Battery Alarm“:

Um dos problemas que tive com a montagem do “Xtreme Navigation & Battery Alarm” foi onde passar os fios, para facilitar a manutenção… é que estar a espalhar os fios pelo heli, e sempre que acontecesse alguma coisa, tivesse que os andar a tirar e por aí adiante, não era solução para mim.. há quem monte o led amarelo na cauda, só que eu pensei, no caso de um “boom strike“, o fio ia ficar exposto.. então decidi montá-lo na traseira da frame, sem chegar à cauda.. perco visibilidade, mas facilita-me na manutenção habitual do heli..

Podem ver nas imagens que numerei os fios que vão dos servos até ao receptor, e isto porquê? Porque, ao fazermos o RDTS mod, alteramos a posição dos servos, e temos de alterar a posição dos servos nos comando, e também o sítio onde eles se ligam no receptor.. e eu como sou um esquecido de primeira ( nem me lembro o que é que comi hoje ao pequeno almoço ), numerei os fios, com o número do canal do receptor, para não ter supresas desagradáveis das próximas vezes que desmontar o heli.. é que ligar o servo no canal errado, pode fazer com que o gajo passa para uma posição que não deva..o que ia dar cabo do servo…

Ficam aqui também com um vídeo do heli só para mostrar o “Xtreme Navigation & Battery Alarm“..

Um bem haja a todos e bons voos…

PS: As novas pás do rotor principal, são as pás de plástico da Xtreme, bem jeitosas diga-se de passagem.. e também são giras… prenda de Natal da Brinkedos

PS2: De seguida, vem o último voo feito com o Belt CP..

Actualização…

5 de Novembro, 2009

Só para vos dar um cheirinho das minhas últimas aventuras com o Belt CP… só manutenção, de voos tenho estado parado…

Aqui ficam umas pics para aguçar o apetite:

T-Rex Canopy

E sim aquela é uma canopy do T-rex 450.

Tower Pro Servo

Vista do lado esquerdo

Tower Pro Servos

Vista do lado esquerdo, com o pormenor do servo do “pitch

Tower Pro Servo

Vista do lado direito.

Em breve ponho aqui a explicação do que fiz, ainda falta finalizar umas coisas e melhorar o setup do heli, visto que no pequeno hover que fiz cá em casa, detectei que o heli não está a 100%… mas para lá caminha.. é que está mesmo quase…

Um bem haja a todos e bons voos..

Review ao Belt CP V2 Parte II

27 de Outubro, 2009

Pelos vistos, sempre vai haver uma parte II da review do Belt CP V2, é que tenho outro cá em casa…

E não sei como é que não me lembrei de tirar umas pics ao outro que cá tive.. portanto este post vai levar as pics que eu deveria ter tirado..

Trouxe-o da Brinkedos para o “trimmar”, ou seja pô-lo a trabalhar bem mecanicamente, para quem percebe alguma coisa disto, sabe que o mais importante num heli é o setup mecânico estar correcto, e mesmo assim às vezes as coisas correm mal.

Bem deixando a conversa de lado, vamos mas é ás pics:

Vista geral

Vista geral – prefiro bem mais esta cor, o outro que cá tive em casa era o verde e azul.

Vista geral 2

HH Gyro

O gyro HH da Esky

Servo do rudder

O mecanismo onde está montado o servo da cauda, não é muito diferente, mas que ajuda bastante a acertar a cauda lá isso ajuda.

Mecanismo da Cauda

A mecânica de funcionamento dos rotores traseiros, completamente diferente do Belt CP V1, e que diferença que faz.

Montagem da canopy

Pormenor da montagem da canopy.

Detalhe da montagem da canopy

Os tais suportes ( em pormenor ) que são extremamente frágeis.

Cabeça do heli

Detalhe da cabeça ( sim trás de série a “swashplate” de metal )

Detalhe cabeça do heli

Parte de cima da cabeça também em pormenor

Já o testei todo cá em casa, e infelizmente o servo da frente ( o do “elevator” ) estava estragado, só quando mexíamos o “cyclic” para a frente é que o gajo funcionava, quando puxávamos o “cyclic” para trás, ele recusava-se a mexer.

Tirando este pequeno pormenor o rapaz está plena forma, nem o levei à “lazy susan“, passei-o logo directo para o “hover” de teste na minha sala minúscula, a cauda está certinha como tudo, não mexe nem em “HH mode“, nem em “rate mode“, está impecável.

Amanhã se poder, vou fazer um pequeno voo de teste com ele à hora de almoço, para o ir devolver na 5º feira. Coisa muito simples, só um pequeno “hover” para ter a certeza que está tudo a bater certo. Nada de grandes aventuras que é para não o partir, e mesmo assim há um risco elevado em só fazer o “hover“.

Um bem haja a todos e bons voos…

Review ao Belt CP V2 Parte I

29 de Setembro, 2009

Tive a sorte, ou oportunidade como lhe quiserem chamar de fazer o setup mecânico ao Belt CP V2, e também de fazer um pequeno voo cá em casa para ver se estava tudo nos conformes:

Belt CP V2

Para quem conhece o Belt CP V1, como eu, sabe que as falhas são algumas:

  • O “ESC” de série, aquece demasiado.
  • O mecanismo de controlo da cauda faz “binding“, quando se aplica “full rudder” para a direita.
  • Por as pás principais com o “tracking” correcto é difícil, devido ao desenho da cabeça e a folga entre os vários “links“.
  • O mecanismo de montagem da “canopy” não é o ideal.
  • A posição da bateria não é o ideal e trás problemas de “cog” ( centro de gravidade )

Alguns pormenores foram resolvidos nesta 2º versão:

  • Já não existe o problema de “binding” na cauda, alteraram radicalmente o mecanismo. ( E ainda bem, porque andar a limar aquilo não é grande solução ).
  • O mecanismo de montagem da “canopy” é melhor, só que muito frágil.
  • O “tracking” das pás principais está mais fácil de obter.

Agora as diferenças entre uma versão e a outra, o Belt CP V2 trás 2 coisas que são bem melhores:

  • O rádio já é 2.4Ghz.
  • Trás um Gyro HH ( “headlock” ).

Começando com a review propriamente dita, trouxe-o para casa à cerca de duas semanas atrás. A primeira coisa que fiz, foi tirá-lo da caixa, e tentar um pequeno “hover” com ele, disseram-me que ele não estava grande coisa e que era preciso substituir algumas peças e “trimmar” o heli.

Pus uma das minhas baterias, verifiquei se o comando tinha todos os “trimms” centrados e se o “Idle Up“, estava desligado e toca de ligar tudo.

Começo a mexer o colectivo, e o motor nada de arrancar, só arrancou aos 50% ( estranhei logo ), no entanto tinha lido há pouco tempo que em alguns comandos da Esky, não têm o “trimm” do colectivo centrado, e que por causa disso o colectivo só começa a responder aos 50%, então lá movi o “trimm” do colectivo para os 50%, e perfeito..

Atenção, neste rádio o “trimm“, não estava bem centrado, o que não quer dizer que nos vossos não esteja… ou seja a maneira correcta de ligar o heli, é sempre com o “trimm” do colectivo no mínimo, para evitar supresas, e também com o “Idle Up” desligado…

Depois de resolvido este problema, lá comecei por fazer um pequeno “hover” na sala… estava praticamente tudo bem, para além de uma vibração na cabeça, e a cauda estar completamente perdida, de qualquer das maneiras que tivesse o gyro ( “rate mode” ou em “headlock mode” )..

Depois do hover, pego nele e pronto, mal toquei no “ESC“, lá estava ele a queimar os dedos tal e qual como o meu original.. maus velhos tempos pensei logo eu…

Toca então de desmontar a cabeça e ver se está tudo no sítio… retirei o “feathering shaft“, e estava ligeiramente torto, o eixo principal estava bom..

Toca de montar tudo e ver se punha o “tracking” no sítio… nada mais fácil… ( mesmo sem os “Xtreme Turnbuckles” ) bastaram 2 ou 3 volta e o “tracking“, ficou logo no sítio… esta cabeça do V2 tem mais uns “washers” lá no meio… portanto de certeza que ajudam…

De seguida fui tentar, acertar o gyro na cauda, o que estranhei foi a facilidade com que o acertei, o mecanismo de prender o servo traseiro ao cauda é diferente, e deixem que vos diga, bastante melhor e permite ajustes muito mais pequenos que o do meu…

O setup deste gyro, não é trivial, é preciso saber umas quantas manhas para fazer o setup correctamente, nada melhor do que seguir um guia por alguém que já têm experiência nestas coisas…

Depois de estar a cauda acertada, foi só fazer outro teste para ver se estava tudo bem, e se o setup estava correcto.. a cauda ficou impecável.. nem se mexe… raramente consigo fazer isto no meu, e foi tudo devido ao mecanismo que segura o servo, e também o gyro que é ligeiramente melhor que o meu..

Claro que ao montar a “canopy“, um dos apoios partiu-se logo… é um dos defeitos que lhe aponto, tirando isso só mesmo o “ESC“…

Outra coisa que notei, é que o problema de “cog“, se existe, não é tanto nesta versão… mas também não fiz um grande voo com ele..

Recomendo vivamente a compra deste modelo, em vez do V1, e maior parte das peças do V1 dão para este, mal me acabem as peças suplentes para o modelo V1, vou fazer a migração para o V2… que ninguém se engane e pense que isto é um “T-rex” ou um “CopterX“, longe disso… a qualidade e as montagens das várias peças não tem nada a ver, mas que este compensa em relação ao V1, lá isso compensa..

Um bem haja a todos e bons voos…

33º Voo…

28 de Setembro, 2009

Vou começar por dizer, que acabei este voo a apanhar peças a 15 metros de distância de onde ele caiu… isto é para terem mais ou menos uma ideia da espeta que foi…

Voltando atrás, este foi o teste de fogo aos servos da Tower Pro, estava com a fé que as coisas iam correr bem melhor com estes servos do que com os da Esky, principalmente depois do teste que cá fiz em casa ter sido uma experiência tão diferente…

Comecei a 1º bateria, tentando dar um jeito no “tracking” das pás, tarefa quase impossível, e acabei por desistir, visto que estava farto e queria treinar as minhas figuras 8.. lá ajeitei o “tracking” das pás o melhor que consegui ( ficaram para aí com uma distância de 50mm ou coisa parecida entre elas )..

Comecei suavemente, “hover tail in“, depois “hover side in” para os dois lados ( tudo em “Idle Up” pois claro ) que o modo normal já não dá pica… estava tudo a bater certo, a tal vibração na cauda desapareceu, e os patins novos são lindos..

Como sabem, o heli continua pesado na cauda, ainda não resolvi o problema, mas em breve vai ficar ( ou pelo menos assim o espero ), então apliquei um pouco de “trimm” no comando, para compensar esse peso, e só vos digo absolutamente perfeito o comportamento do heli, praticamente não precisava de tocar no cyclic para ter um hover perfeitamente estável…isto derivado aos servos.. com esta brincadeira toda, gastei praticamente uma bateria inteira só a brincar com o heli a 5 cm do chão se tanto.. com ele de um lado para o outro…

Ora vai para a esquerda ora vai para a frente, ora vai para trás, etc etc etc… um espectáculo de controle absoluto sobre o heli em “tail in” claro..

Depois de gasta a bateria, era altura de treinar as figuras 8…

Isto eram quase umas 8 horas da noite, e infelizmente uma das borrachas que prendem a “canopy” ao heli, perdeu-se ( ou melhor julgava que a tinha perdido, afinal estava metida na barra ), então esta última bateria foi feita sem “canopy“.. ora a esta hora da noite pouca luz há…

Então venho da esquerda para direita, passando o heli à minha frente, começo a aplicar “rudder” e um pouco de “cyclic” para a esquerda para ele fazer a volta, e de repente perco o focus, e de seguida a orientação, ainda o ponho a dançar com o “cyclic“, fazendo movimentos bruscos, mas já não havia nada a fazer, e em pânico ponho o “collective” no mínimo, quando o vejo a descer é que me lembro que estou em “Idle Up“, logo está com 100% de rotação no motor, e com uns -8º nas pás, em menos de um segundo o gajo percorreu os 2 metros de altura a que estava…até se estatelar no chão com um barulho desgraçado…

Ficou durante um segundo, com o motor a roncar em seco, enquanto estava deitado sobre o seu lado direito, até que me lembrei de desligar o “Idle Up“… aproximo-me…e a primeira coisa que vou ver é a bateria, que isto sem “canopy” é bem mais perigoso…

Olho atentamente, e as pás principais e a “flybar” não estão ao pé do heli… estão a cerca de um passo dele..e eu a pensar: “Que raio?”, chego-me mais ao pé, e vejo que o “Main Blade Housing“, está partido ao meio.. e também que um dos “washout arm’s” também partiu ao meio..

Ficam aqui com umas imagens dos estragos:

IMG_2914 (Large)

Algumas das peças que consegui encontrar no chão, e sim aquilo é um pedaço de um dos rotores traseiros que encontrei para aí a uns 15 metros do local onde ele caiu.. e na imagem não se vê, mas uma das pás, perdeu metade do seu tamanho, mas também não encontrei essa metade.. eclipsou-se.. algures..e podem também ver a cabeça do heli que foi completamente arrancada do “main shaft“.

IMG_2915 (Large)

Um pedaço de um dos “blade holders“, completamente desfeito como se pode ver.

IMG_2916 (Large)

O pormenor de onde o “Main Blade Housing” se partiu, e também o “washout arm” partido ao meio..

Lista dos estragos:

  1. O servo da frente, que era novinho em folha.
  2. Pás principais
  3. Pás do rotor traseiro
  4. Washout arm’s
  5. Xtreme Turnbuckles“, não consegui encontrar um deles, fiquei fulo à brava.
  6. Xtreme oval links replacement“, também consegui partir os dois que estavam montados
  7. Flybar
  8. O eixo do rotor traseiro ficou torto.
  9. Tail pedestal” Aquelas duas varas que vão desde os patins até à cauda para dar suporte. ( Só parti uma )
  10. O servo “rod” que liga o servo traseiro ao rotor traseiro, partiu no encaixe das duas “ball’s link’s
  11. “Main blade holders”, os dois..
  12. “Main blade housing” partida em dois, como podem ver nas pics.
  13. “Horizontal and vertical fin”, as duas partidas, à vertical falta-lhe para aí metade, à horizontal só uns bocados.

Agora para mim o mais estranho disto tudo, é que o “feathering shaft“, “main shaft” e a “main gear“, ficaram complemente intactos, estas 3 peças que costumam ser logo as que ficam danificadas, desta vez sobreviveram brilhantemente a toda esta festa…

Cá para mim, o “Main blade housing“, já estava fragilizado dos outros acidentes todos que tive…então quando as pás bateram na cauda, partiu-se logo não transmitindo danos nenhum ao resto do conjunto da cabeça.. o que até não é nada mau.. não me estava nada a apetecer ter que andar a trocar a “one way bearing” à “main gear” outra vez…

Isto foi no sábado ao final da tarde, mal cheguei a casa desmontei-o para ver quais eram os estragos, e ver que peças tinha que encomendar.. lá mandei um email à Brinkedos, com a lista de peças e hoje fui lá buscá-las..

A única coisa que me falta são os “Xtreme Turnbuckles“, que não tinham em stock, mas acho que me consigo safar usando os antigos, o “tracking“, fica mais difícil de ajustar mas também não é nada do outro mundo..

Vou ver se o monto durante esta semana, para no fim de semana ir dar outra volta com ele, a ver é se desta vez corre melhor..

Um bem haja a todos e bom voos..

PS: Se forem ver a página de custos, já foi actualizada, e tem para lá uma carrada de peças que hão-de ver montadas mais tarde. Estou à espera que cheguem as finais, para montar tudo de uma só vez..

Walkera 4#3B e o pessoal do trabalho…

28 de Setembro, 2009

O pessoal lá do trabalho, sabe que eu tenho a panca pelos heli’s, até porque de vez em quando me vêem lá a voar ao pé do escritório..

Então a semana passada, levei o meu pequeno 4#3B para mostrar ao pessoal de lá…e para eles verem que afinal não é assim tão fácil controlar um heli…

Porque havia um ou dois, que diziam que aquilo não custava nada, e não percebiam porque é que eu andava sempre a partir os heli’s..

Lá cheguei todo pimpolho, e a seguir à hora de almoço, toca de fazer uma demonstração para eles verem como é que aquilo funcionava, explicar o comando e também com o que é que se tinha de ter cuidado, e dei também algumas dicas só mesmo naquela…

Primeiro, foi um colega de trabalho brincar com aquilo, ora o 4#3B é tudo menos indicado aos principiantes, e isto porque é extremamente nervoso e muito incontrolável… este era um dos que dizia que aquilo não custava nada e era sempre a bombar…. resultado nunca o conseguiu levantar de cima da mesa, era vê-lo a tentar controlar o heli, enquanto ele rodava na mesa feito doido..

Depois passou um dos meus patrões, e também queria brincar ( ele tinha levado uma chocolateira para o escritório no outro dia para eu ver, era um heli de 2 canais por infravermelhos ), lá lhe pus o comando na mão..e lá lhe expliquei como é que aquilo funcionava…e toca de ver a bela da descoordenação..era vê-lo a dar gás ao máximo, ver o heli a rodar sobre si próprio, e ó para ele a cair directo ao chão…

Só agora é que um gajo consegue ver o que já evolui, desde que comecei a brincar com estes heli’s… é que a diferença é do dia para a noite.. não tem nada a ver.. quando se está a começar não se tem coordenação nenhuma…o “hover” é impossível porque não temos os instintos ainda a funcionar… agora sempre que num dos heli’s é automático, nem preciso de pensar para fazer um “hover tail in“..é só dar-lhe “collective” e controlar o “cyclic” e o “rudder” e está a andar…

Agora este pessoal que não têm experiência nenhuma, que diferença…

Claro que me fartei de rir com esta gente…estava ali tudo com a pica, a mandar “bitaites”, até perceberem que afinal não é assim tão fácil como parece..

Um bem haja a todos e bons voos…

Antes do último desastre…

28 de Setembro, 2009

Bem sei que já não venho cá há algum tempo, mas entretanto tive 3 semanas muito complicadas de trabalho, e depois de ter terminado a tareia do trabalho, andei de volta do heli a instalar os novos servos e a fazer uma revisão completa.. devido àquela vibração na cauda..

Começando do início, antes de montar os servos novos ( os Tower Pro SG-90 ), decidi começar por desmontar todo o heli primeiro de uma ponta a outra, para verificar se está tudo no sítio…

Desmontei a cauda, e reparei que os parafusos que estavam montados na “CNC Tail Box” não estavam como era suposto.. a “CNC Tail Box” trás 9 parafusos dos quais 4 são mais curtos que os outros 5, ora os mais compridos estavam montados no sítio errado, o que fazia com que entrassem em contacto com a correia da cauda, não sei se esta era a causa da vibração ( mas penso que sim ), corrigi o erro e toca de seguir para cabeça do heli.

Começo por desmontar os “blade holders” e a “flybar”, resultado dentro dos “blade holders“, tinha esta carrada de peças:

Washers inside blade holders

Se repararem com atenção tenho demasiadas coisas lá metidas dentro.. não admira que o “tracking” estivesse a bater mal, e se reparem nalgumas peças estão bem danificadas.. isto devido ao aperto que lhes dei, quando estava a apertar as porcas do “feathering shaft“….

Com tudo desmontado em cima da mesa, “ESC” para um lado, o “receiver” para outro, toca de tentar montar os servos da Tower Pro, eu já sabia que os servos não cabiam directamente na frame, principalmente o servo do lado direito ( o servo do pitch )…

Então lá peguei na “dremmel“, e seguindo o espectacular manual do Ian ( ChopperAddict ) que ele tem no site, pus mãos à obra… o resultado inicial foi menos que óptimo como podem ver pelas seguintes imagens:

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Como podem ver, limei a “frame” muito mal mesmo, tendo ficado com um “throw” diferente neste servo, devido à inclinação que ele tinha, logo a “swash plate“, não se movia da maneira correcta ao longo de todo o “pitch“… Andei à guerra com isto, recorrendo ao fórum Heliguy.

Lá me disseram, que mais valia fazer o “RDTS Mod” a esta frame e acabava logo com o meu sofrimento, mas como não tinha as peças necessárias para o fazer, nem sou gajo para desistir tão facilmente, fui comprar 3 limas de precisão ( as chamadas “needle files“, e pus-me a limar a “frame” para ver se conseguia por o servo direito..

Passado umas 2 ou 3 horas de estar a limar a “frame”, e depois de lhe ter dado mais uma achega com a “dremmel“, lá consegui por o servo direito, e a “swash plate” a mover-se correctamente ao longo de todo o “pitch“…

A partir daqui, pensei que tinha o problema resolvido… então toca de montar a cabeça do heli, e toca de ver se os ângulos das pás estão os correctos… não estavam… lá estava eu outra vez com o “pitch” completamente errado, desta vez tinha cerca de -12º a 5º mais coisa menos coisa…

Depois de outra troca de ideias e imagens com o pessoal da fórum da Heliguy, lá ouve alguém que se lembrou de dizer, para ver o tamanho de todos os links da cabeça.. o problema estava mesmo aqui… depois de ter o tamanho corrigido… lá bateu tudo certo, e fiquei com o heli pronto a voar… e entretanto ainda descobri que tinha a “flybar” torta, nem sei como é que a entortei, enfim…

Entretanto tinha encomendado também os “skids” da Xtreme, então que melhor altura para os montar do que agora?

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Os novos lá atrás e os antigos cá à frente, digo desde já, que estava a ver que não os conseguia montar, é que o sítio dos parafusos não bate exactamente no mesmo sítio que os patins dos antigos.. mas o aspecto é 50X melhor, e são também mais resistentes, para além de serem mais pequenos… o que talvez não é a melhor coisa para quem se está a iniciar, mas para quem já consegue fazer um “hover” estável, parecem-me muito bem…

Entranto antes de ir voar, fiz um pequeno teste cá em casa, para saber como é que se estavam a portar os servos da Tower Pro, e que espectáculo, 100 vezes melhores que os da Esky, o controle sobre o heli é completamente diferente, para além de que centrar estes é bem mais fácil, os gajos centram-se muito bem, só um deles é que não o consegui centrar a 100%, os outros 2 ficaram mesmo no sítio…

Tive foi azar com um deles, é que um deles morreu-me de repente.. não sei se foi por o estar a forçar no buraco do lado direito da “frame“, ou se era defeito.. só sei que de repente, apagou-se, e rodou mais de 90º sozinho, ficando naquela posição para sempre..

Acerca do “RDTS Mod“, isto é o “Reverse Direct To Swash Mod”, que basicamente o que faz é ligar os servos directamente à “swash plate“, em vez de passarem por todos aqueles “L’s” e “links“, o “Reverse“, vem de pormos o servo da frente atrás do “main shaft”, toda a gente que o faz diz muito bem dele, e que melhora o controlo do heli substancialmente, e que isto é uma das grandes falhas do Belt CP, entre outras.. estou só à espera que cheguem as peças que preciso, para o fazer no meu Belt CP, até já cá tenho uma frame, que é para estar à vontade, não vá enganar-me nalguma coisa quando o fizer.. eu depois ponho aqui um guia de como se faz o “RDTS Mod“, partindo do principio que corre tudo bem, é um pouco arriscado fazê-lo com o transmissor de origem, mas é o que há.. portanto vai ter que ser…

Mas também já me ando a informar dos preços dos rádios ( Spektrum DX7 e o Futaba de 7 canais ) para ver quais é que são as probabilidades de fazer o upgrade…

Um bem haja a todos e bons voos..